Cinema de exposição
A casa da Cultura é um lugar que guarda uma produção visual da cidade dos últimos anos, esta intervenção na memória surgiu em diálogo com o espaço, movimentado durante a Oficina “Cinema de Exposição”, patrocinada pelo SESC, Serviço Social do Comércio de Criciúma, e ministrada pela artista visual Letícia Cardoso. Letícia, natural de Criciúma, atualmente está interessada nos cruzamentos entre cinema e artes plásticas na contemporaneidade. O termo “Cinema de Exposição” foi elaborado pelo filósofo francês Phillippe, autor de livros influentes no meio dos estudos audiovisuais, como O ato fotográfico e Cinema, vídeo, Godard, ele tem se dedicado a pesquisar a dimensão artística do cinema e sua relação com a arte contemporânea – o ‘cinema de exposição’. A expressão elaborada pelo crítico de arte Jean Christophe Royoux, no início dos anos 2000, para designar a transposição do cinema para os museus e galerias de arte, em oposição ao tradicional ‘cinema de projeção’ das salas escuras.
As pesquisadoras Consuelo Lins e Isabela Fraga numa entrevista com Dubois na revista Ciência Hoje, edição 298, publicado em 20/10/2012,levantam as seguintes questões: o cinema de exposição traz muitas questões, tanto estéticas quanto históricas. Qual a diferença entre assistir a um filme no cinema ou no museu? Como o espectador interage com o filme nessas duas situações? Quando artistas começaram a utilizar o cinema como obras de arte? Como se deu essa aproximação? Qual era a relação entre os dois campos antes de se misturarem? As perguntas, são muitas , mas as respostas só o público pode conferir e elaborar.
Letícia Cardoso







